e s f e r a o b t u s a

Filha da caixa em exílio involuntário

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Tampa da sanita... e outras manias

Se eu soubesse como, desenvolvia uma ideia que há muito me persegue: criar uma espécie de alarme que bloqueasse a saída da casa de banho a quem deixasse a tampa da sanita para cima. Podia também emitir um som estridente e luzes tipo sirene, para não passar incólume.

Só comparável é o indelével hábito - que já descobri ser universal - de coleccionar rolos de papel higiénico vazio por cima do autoclismo. Estou quase a oferecer-me para passar a guardar e trazer lá de casa uns quantos, a ajudar o(s) acérrimo(s) coleccionador(es) do meu escritório. Questiono-me se acumularão igualmente outro tipo de lixo pelas suas casas fora...

Uma vez, no meio de semelhante conversa de casa de banho, alguém ainda me perguntou, do alto do seu desplante - "mas qual é o problema, nós (gajos) também temos de a levantar". O mais grave é que a pessoa em questão nem sequer sabia do que eu estava a falar. Entrar em detalhes, explicando que era da tampa de baixo que se tratava, e pormenorizando o desagradável de ter de a baixar apoiando a mão no local onde os rabos se instalam - foi o cúmulo. Para quem a levanta, será mais fácil baixá-la, no fim, antes de lavar as mãos, parece-me.

Para terminar, gostaria apenas de salientar que entre a colecção de rolos vazios - davam uma bela e representativa peça de arte, oh Joana Vasconcelos, que já fizeste um candelabro com tampões - e a tampa levantada, também há uma forma correcta de instalar o rolo (cheio) no seu suporte. É aquela em que o papel se puxa a partir de cima, facilitanto a extracção do dito. Ao contrário, é bem mais complicado.

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