e s f e r a o b t u s a

Filha da caixa em exílio involuntário

sábado, 19 de janeiro de 2008

África, a sedutora

Embora não tenha por hábito olhar demasiado para trás, não podia deixar em branco aquele que foi um dos momentos altos de 2007, que certamente me acompanhá durante muito tempo. A minha primeira passagem pelo continente negro.

A primeira coisa que senti quando pus um pé em África foi a humidade, avassaladora, como se um feiticeiro sugasse a minha alma e a embebesse numa densa película, para a conservar.

Ainda antes de aterrar já tinha me tinha emocionado com a extensão imensa, o plano, os infindáveis bairros de lata onde, até mesmo ao limite do aeroporto se impunham pequenas e frágeis casas.

Um campo de futebol improvisado, onde miúdos jogavam logo pela manhã anulou um pouco o aperto no peito que causa, lá de cima, mas cá de baixo também, a miséria terceiro-mundista.

Depois, tudo o resto. A espontaneidade, o prazer, o negro brilhante da pele e a natureza, a música, os sons e até o ar carregado de pó.

Terra virgem que seduz sem tréguas.

Aqui ficam algumas imagens.

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