A primeira coisa que senti quando pus um pé em África foi a humidade, avassaladora, como se um feiticeiro sugasse a minha alma e a embebesse numa densa película, para a conservar.
Ainda antes de aterrar já tinha me tinha emocionado com a extensão imensa, o plano, os infindáveis bairros de lata onde, até mesmo ao limite do aeroporto se impunham pequenas e frágeis casas.
Um campo de futebol improvisado, onde miúdos jogavam logo pela manhã anulou um pouco o aperto no peito que causa, lá de cima, mas cá de baixo também, a miséria terceiro-mundista.
Depois, tudo o resto. A espontaneidade, o prazer, o negro brilhante da pele e a natureza, a música, os sons e até o ar carregado de pó.
Terra virgem que seduz sem tréguas.
Aqui ficam algumas imagens.

Sem comentários:
Enviar um comentário